O debate sobre machismo, por muito tempo restrito ao campo do comportamento individual, ganha um novo perímetro com o lançamento do Antimachista Social Club, movimento idealizado pelo sexólogo Januário Mourão, que coloca o machismo porquê uma questão pública. É com esse ponto de partida que o movimento realiza seu primeiro encontro presencial, gratuito, no dia 21/05, às 19h, na Livraria Medial do Estado da Bahia, reunindo diferentes vozes para discutir o tema “Machismo é tarifa pública”.
O evento, em parceria com a Escola de Formação Luiza Mahin, marca o início de uma agenda que procura ampliar o debate e, sobretudo, provocar responsabilidade coletiva. Ao lado de Januário Mourão, participam da conversa Kleber Rosa, professor e pré-candidato a deputado estadual (PSOL/Ba), Ieda Maria, professora, socióloga e advogada, e Genilson Coutinho, militante LGBTQIAPN+ e editor-chefe do site Dois Terços. A proposta é tensionar a teoria de que o machismo pode ser tratado somente porquê opinião ou experiência individual, evidenciando porquê ele se estrutura em diferentes níveis da vida social. “Ele está nas relações, nas escolhas e, principalmente, nas omissões. E se ele é estrutural, o enfrentamento também precisa ser coletivo e público”, afirma Januário.
Porquê desdobramento do encontro presencial, o Antimachista Social Club amplia a conversa para o envolvente do dedo com uma série de encontros online, e gratuitos, que aprofundam diferentes dimensões do problema. Ao longo das semanas, os debates irão trazer temas porquê a relação entre apostas, masculinidade e compulsão, o papel do Recta no enfrentamento das desigualdades, as conexões entre racismo e machismo porquê estruturas interligadas, além de discussões sobre poder na literatura e os impactos do machismo institucional no entrada à justiça para a população LGBTQIAPN+. Cada encontro é pensado porquê uma porta de ingresso para compreender porquê o machismo se manifesta em diferentes áreas da vida social.
Para isso, o movimento convoca especialistas de diversos campos — recta, ensino, cultura, política, gestão pública e militância social — reunindo profissionais que atuam diretamente nas realidades que discutem. A proposta é tensionar perspectivas, cruzar experiências e edificar um espaço de escuta qualificada e reflexão sátira. “A teoria não é fabricar um lugar onde todo mundo concorda, mas um espaço onde diferentes experiências se encontram e se tensionam. Quando essas conversas se cruzam, a gente começa a entender o tamanho real do problema e o que precisa mudar”, completa Januário Mourão. Para participar, é só se inscrever no site do projeto (https://www.antimachistasocialclub.com.br/se-mobilize).
Programação online amplia o debate
Os encontros online serão realizados ao vivo no YouTube, sempre às 19h30, com temas que atravessam diferentes dimensões do problema:
- 20/05 — “Bets, masculinidades e compulsão”, com Juliana Prates, advogada, ativista da campanha “VIDA: DIGA NÃO ÀS BET$!” e auditora do Tribunal de Contas do Estado da Bahia;
- 27/05 — “As leis são para quem?”, com Stéfani Azevedo, advogada familiarista, psicanalista e fundadora do Advogo Para Elas
- 02/06 — “Racismo e machismo: a mesma estrutura, corpos diferentes”, com Rafael Silva, professor, pesquisador e perito em variação e ensino das relações étnico-raciais;
- 10/06 — “Gênero e poder na construção literária”, com Carla Guerson e Analu Leite, autoras que tensionam o papel das mulheres na literatura contemporânea;
- 17/06 — “Machismo institucional e justiça social para a comunidade LGBTQIAPN+”, com Ives Bittencourt, jurisperito e presidente da Percentagem de Inconstância Sexual e Gênero da OAB Bahia.
Sobre Januário Mourão
Rabino e Doutor em Ciências Morfológicas pela UFRJ, atuou porquê professor de Anatomia Humana em cursos da extensão da saúde e porquê gestor educacional em instituições privadas. É graduado em Fisioterapia e Gestão Financeira, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Profissional em Sexologia e Sexualidade Humana e em Psicanálise Clínica, une ciência, ensino e comportamento em sua trajetória profissional. É fundador do projeto “Prazer! Te Saber”, que tem o propósito de furar o diálogo sobre temas relacionados a prazer, corpo e sexo, e Diretor Operacional da Gaveta do Pensamento, onde articula conhecimento, estratégia e cultura.
SERVIÇO:
Encontro presencial: “Machismo é tarifa pública”
21/05, às 19h
Na Livraria Medial do Estado da Bahia, Auditório Kátia Mattoso (Rua General Labatut, 27 – Barris)
Encontros online
20/05 a 17/06, sempre às 19h30
Transmissão ao vivo no YouTube
Inscrições: https://www.antimachistasocialclub.com.br/se-mobilize

