“A Vida é um Cabaré!” chega às quatro últimas apresentações celebrando 40 anos de irreverência da Companhia Baiana de Patifaria

CINEMA E TEATRO CULTURA

Espetáculo, que mistura humor, música, sátira social e uma emocionante resguardo da arte, segue em papeleta até 19 de setembro, com sessões às sextas e sábados, às 19h, no Teatro SESI Vivenda Branca

É hora do último ato. Depois de ocupar o público com sessões lotadas e plateias entusiasmadas, “A Vida é um Cabaré!” entra na reta final de sua temporada no Teatro SESI Vivenda Branca. A comédia da Companhia Baiana de Patifaria realiza suas quatro últimas apresentações nos dias 11, 12, 18 e 19 de setembro, sempre às 19h, encerrando uma temporada que também celebra os 40 anos de trajetória de uma das companhias mais importantes e longevas do teatro baiano.

Com música, humor, sátira social e muita irreverência, o espetáculo transforma o palco em um grande cabaré para falar de temas que estão longe de ser uma gracejo: liberdade de sentença, resistência cultural, diferenças humanas e a influência da arte uma vez que espaço de encontro, reflexão e transformação.

Décima montagem do repertório da Companhia Baiana de Patifaria, “A Vida é um Cabaré!” marca uma novidade lanço na história do grupo ao apostar em uma narrativa que combina a tradição da comédia de erros com números musicais e referências aos grandes musicais, uma vez que “Cabaret” e “Chicago”.

Na fictícia província de Utopia, o tradicional Teatro Pindorama, símbolo da liberdade artística, está prestes a fechar as portas. As irmãs gêmeas Dalva e Dolores, atrizes e cantoras que herdaram o teatro dos pais, descobrem que também herdaram uma enorme dívida. Para salvar o espaço, precisam deixar antigas rivalidades de lado e apostar em uma teoria aparentemente simples: remontar “A Vida é um Cabaré!”, um grande sucesso do pretérito.

Só que zero é tão simples quando entram em cena uma artista refugiada de Distopia, território marcado pela repreensão e perseguição aos artistas, e um empresário disposto a “salvar” o teatro, mas que pode esconder interesses muito diferentes daqueles que anuncia.

É desse encontro improvável que nasce uma história repleta de quiproquós, situações absurdas, música ao vivo e personagens que fazem rir enquanto provocam uma pergunta forçoso: o que acontece com uma sociedade quando a arte deixa de ter espaço?

Com dramaturgia de Vini Morais e Lelo Rebento, autores de “Siricotico”, o espetáculo é também uma enunciação de paixão ao teatro e aos artistas que insistem em manter as cortinas abertas, mesmo diante das dificuldades. Sob a direção de Daniel Marques, assistente do rabino Harildo Déda, a montagem reúne Lelo Rebento, Rodrigo Villa, Maurício Martins, Daniel Marques e o novo integrante da trupe, Breno Oliveira.

A equipe criativa conta ainda com direção músico de Luciano Salvador Bahia, preparação vocal de Manuela Rodrigues, coreografia de Bárbara Barbará, cenografia de Maurício Pedrosa, figurino de Maurício Martins, iluminação de Eduardo Tudella, design gráfico da Bamboo Editora e fotografias de Paulo Telles e Ronald Santana.

A temporada chega ao termo deixando no palco uma certeza: rir também pode ser uma forma de resistir. E festejar quatro décadas de Patifaria é festejar a capacidade do teatro de provocar, emocionar, reunir pessoas e continuar vivo.

Para quem ainda não conferiu, são unicamente quatro oportunidades para entrar nesse cabaré. E, uma vez que todo bom espetáculo, o último ato promete ser daqueles que ninguém quer perder.

SERVIÇO

A VIDA É UM CABARÉ!

Temporada: até 19 de setembro de 2026

Últimas apresentações: 11, 12, 18 e 19 de setembro

Quando: sextas e sábados, às 19h

Onde: Teatro SESI Vivenda Branca – Sala Letieres Leite

Endereço: Av. Caminho de Areia, 1454 – Largo do Papagaio – Cidade Baixa – Salvador

Ingressos: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia), à venda no Sympla

Classificação indicativa: a partir de 10 anos

Acessibilidade: audiodescrição, tradução em Libras em todas as sessões e acessibilidade arquitetônica

Realização: Companhia Baiana de Patifaria

Patrocínio: Projeto contemplado pelo edital Chamadão das Artes Cênicas, com recursos financeiros da Instauração Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e Prefeitura de Salvador