Música, teatro, cinema e exposição se encontram no palco do Gamboa nesta semana, dando as boas-vindas a setembro. Abrindo a agenda, nesta quarta-feira (02), às 19h, o espetáculo cênico “Mulheridade” mergulha nas múltiplas camadas do ser mulher, atravessando histórias de dor, resistência, afeto e reconstrução. Em cena, duas vozes femininas ecoam vivências que dialogam com o passado e o presente, revelando marcas sociais, emocionais e culturais que moldam suas existências. O espetáculo convida o público a refletir sobre machismo, identidade, ancestralidade e liberdade. Os ingressos custam R$15/R$30 para assistir presencialmente no Gamboa, e R$15 para assistir pela plataforma virtual.
O Festival Contemporâneos assume a programação do Teatro Gamboa de quinta-feira (03) a sábado (05), com shows de artistas da nova geração da música produzida em Salvador. Duas duplas se apresentam por dia em um encontro acústico e intimista dedicado à música autoral contemporânea, conectando identidades e diferentes trajetórias artísticas, promovendo um intercâmbio criativo entre compositores, cantores, obras e processos de criação e público.
Na quinta-feira (03), às 19h, a dupla que se apresenta é Dja Luz e Bruna Barreto. Bruna Barreto é cantora e compositora baiana, reconhecida por sua voz potente, marcante e pela versatilidade com que transita entre rock, MPB, samba e blues. Natural de Salvador, ganhou projeção nacional ao participar da segunda temporada do The Voice Brasil, integrando os times de Lulu Santos e, posteriormente, Carlinhos Brown. Dja Luz é cantor, compositor, multi-instrumentista, produtor e diretor musical baiano, cuja obra conecta ancestralidade, cultura popular e sonoridades de matriz africana a uma linguagem contemporânea. Como compositor, possui obras gravadas por artistas como Natiruts, Margareth Menezes, Melly e Anitta, além de integrar, em 2026, projetos como os novos álbuns de Melly e Anitta.
Sexta (04), às 19h, Tiri e Sofia Pitta sobem, juntos, ao palco do Gamboa. Tiri é cantor, compositor e multi-instrumentista baiano, nascido e criado em Salvador, e um dos nomes em ascensão da nova cena musical da Bahia. Sua música conecta samba-reggae, MPB, pop e percussão digital a uma linguagem urbana, leve, traduzindo em canções o
cotidiano, os afetos e a identidade de sua terra. Iniciou sua trajetória aos 12 anos, de forma autodidata no violão, e, após experiências em bandas, consolidou sua carreira solo com uma discografia autoral que reúne álbuns, EPs, singles e colaborações. Cantora e compositora baiana, Sofia Pitta é um dos nomes em destaque da nova geração do pop feito na Bahia. Nascida em Salvador, constrói uma identidade artística que une ritmos brasileiros, suingue pop, ancestralidade e uma linguagem contemporânea, tendo o empoderamento feminino e os afetos como elementos centrais de sua obra.
Encerrando o festival, no sábado (05), às 17h, Felipe Barros e Jota Pê Rocha assumem a programação. Nascido em Salvador e criado entre a capital e o Recôncavo, Felipe Barros é cantor, compositor e produtor musical que construiu, ao longo de mais de 10 anos de trajetória, uma carreira marcada pela composição, pela pesquisa de sonoridades e pela conexão com a cultura baiana. Reúne mais de 25 canções lançadas, em trabalhos solo e parcerias com artistas como Melly, Dja Luz, Gigi Cerqueira, Jackson Almeida, Clariana, Tiri e Ricardo Corrêa, além de integrar como compositor o novo álbum Equilibrivm, de Anitta. Jota Pê Rocha é produtor musical, multi-instrumentista, compositor e pesquisador das culturas tradicionais brasileiras, natural do Rio Grande do Sul e radicado em Salvador. Sua trajetória transita entre a MPB, a música regional e o pop, investigando encontros entre diferentes territórios e tradições. Em 2025, lançou seu primeiro álbum, Canções de Amor & Mar – Vol. 1, e destacou-se em festivais nacionais com a canção “Amor Milongueiro”, finalista do Festival da Rádio Educadora, do FECANI e do Festival Geraldo Azevedo.
Os ingressos custam R$25/R$50 para assistir presencialmente no Teatro Gamboa, e R$15 para assistir na plataforma virtual na quinta-feira, sexta-feira e sábado.
Antes de cada apresentação acontece o CineGamboa, com a exibição do filme “De alguma forma o destino é algo que pode nos pertencer”, de Marcos Alexandre. Após cada apresentação, acontece o PapoGamBoa, um bate-papo entre o público e os artistas. Na Galeria Jayme Fygura — foyer do Teatro Gamboa — o público pode conferir a exposição “Cor-de-Rosa Choque”, de Rita Rocha. Trata-se de uma história em quadrinhos que coloca o protagonismo feminino em cena com poesia e humor. São dezoito personagens criadas a partir de textos pessoais.

