O uso de medicamentos voltados à saúde mental segue em expansão no Brasil. Dados recentes do Juízo Federalista de Farmácia apontam que, entre 2022 e 2024, houve um aumento de 18,6% no consumo desses fármacos. O progressão reflete maior conscientização da população sobre transtornos psiquiátricos, redução do estigma e aproximação ampliado ao tratamento. Mas, junto a esse movimento, cresce também a preocupação de pessoas que desejam engravidar e têm dúvidas sobre porquê antidepressivos podem interferir na fertilidade. Embora indispensáveis no tratamento de depressão e impaciência, esses medicamentos atuam diretamente no sistema nervoso meão e podem provocar repercussões no sistema reprodutivo. “Os antidepressivos regulam neurotransmissores porquê serotonina, noradrenalina e dopamina, fundamentais para o estabilidade emocional. No entanto, essa modulação pode influenciar o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, responsável por processos porquê ovulação, produção hormonal e espermatogênese. Entre os efeitos mais observados estão redução da libido, irregularidades menstruais, alterações no padrão de ovulação e, nos homens, mudanças na produção de espermatozoides”, explica o médico Fábio Vilela, perito em reprodução humana do IVI Salvador.
Apesar dessa relação, não há evidências de que antidepressivos causem infertilidade permanente. Os possíveis impactos costumam ser temporários e variam conforme o tipo de medicamento, ração, tempo de uso e histórico de saúde do paciente. Em muitos casos, ressalta Vilela, a própria depressão não tratada pode ser mais prejudicial ao ciclo reprodutivo do que o antidepressivo em si. “O desequilíbrio emocional aumenta o cortisol, afeta o ritmo ovulatório e compromete a qualidade seminal. Por isso, suspender o tratamento sem orientação médica não deve ser uma opção”, reforça. Nesse contexto, ganha força a valia do comitiva multidisciplinar, envolvendo psiquiatras, ginecologistas, urologistas e especialistas em reprodução assistida. A atuação integrada permite calcular o impacto individual dos medicamentos, investigar perfil hormonal, explorar qualidade dos gametas e definir estratégias seguras para quem está em processo de planejamento familiar. “O ideal é que a equipe médica encontre soluções personalizadas, considerando que cada organização responde de maneira dissemelhante. Aquilo que funciona para uma paciente pode não ser adequado para outra. Esse diálogo contínuo entre paciente e profissionais é importante”, acrescenta o perito.
Para quem enfrenta dificuldade para engravidar, seja por influência dos medicamentos, de condições emocionais ou de outros fatores associados, a Fertilização in Vitro (FIV) se torna uma escolha importante. O método possibilita uma avaliação detalhada dos óvulos, do sêmen e do envolvente uterino, permitindo identificar pontos que podem estar dificultando a gravidez. “Um projecto de zelo muito estruturado leva em conta o histórico emocional da paciente, seu diagnóstico psiquiátrico, idade, tempo de uso dos medicamentos, suplente ovariana, saúde espermática e estilo de vida. São essas decisões integradas que aumentam a segurança do tratamento e as chances de sucesso”, detalha Vilela.
A mensagem dos especialistas é clara: é verosímil conciliar o uso de antidepressivos com o libido de engravidar. Com comitiva adequado, planejamento individualizado e integração entre saúde mental e reprodutiva, pacientes podem viver ambas as jornadas com mais segurança, crédito e tranquilidade.
Sobre o IVI – RMANJ
IVI nasceu em 1990 porquê a primeira instituição médica na Espanha especializada inteiramente em reprodução humana. Atualmente são em torno de 190 clínicas em 15 países e 7 centros de pesquisa em todo o mundo, sendo líder em Medicina Reprodutiva e o maior grupo de reprodução humana do mundo.

